Encontro Pagão da Baixada Santista

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domingo, 25 de maio de 2014

A Criação Pelos Nórdicos.

Hail.....
Bem comecei diferente hoje rs, simplesmente porque não resisti, como disse ia começar com os meus mitos de criação preferido, eu gosto da versão que escrevi no anterior, porem quando o assunto é a criação do homem sempre acho essa a melhor de todas as versões que conheço.Eu disse que não ia opinar neh rs opsss....


A Criação
Primeiro, havia o Caos, que era o Nada do Mundo, e isto era tudo quanto nele havia. Nem Céu, nem Mar, nem Terra nada disto havia. Apenas três reinos coexistiam: 

O Ginnungagap (o Grande Vazio), abismo primitivo e vazio, situado entre Musspell (o Reino  do Fogo) e Niflheim (a Terra da Neblina), terra da escuridão e das névoas geladas.
Durante muitas eras, assim foi, até que as névoas começaram a subir lentamente das profundezas do Niflheim e formaram no medonho abismo de Ginnungagapum gigantesco bloco de gelo.

Das alturas abominavelmente tórridas do Musspell, desceu um ar quente e este encontro do calor que descia com o frio que subia de Niflheim começou a provocar o derretimento do imenso bloco de gelo. Após mais alguns milhares de eras - pois que o tempo, então, não se media pelos brevíssimos anos de nossos afobados calendários  o gelo foi derretendo e pingando e deixando entrever, sob a outrora gelada e espessa capa branca, a forma de um gigante.

Ymir era o seu nome e por ser uma criatura primitiva, dotada apenas de instintos, o maniqueísmo batizou-a logo de má. Ymir dormiu durante todas estas eras, enquanto o gelo que o recobria ia derretendo mansamente, gota à gota, até que, sob o efeito do calor escaldante de Musspell, que não cessava jamais de descer das alturas, eis que ele começou a suar. O suor que lhe escorria copiosamente do corpo uniu-se, assim, à água do gelo, que brotava de seus poderosos membros  e este suor vivificante deu origem aos primeiros seres vivos. Debaixo de seu braço surgiu um casal de gigantes e da união de
suas pernas veio ao mundo outro ser da mesma espécie, chamado Thrudgelmir. Estes três gigantes foram as primeiras criaturas, que surgiram de Ymir; mais tarde, Thrudgelmir geraria Bergelmir, que daria origem à toda a descendência dos gigantes.
Entretanto, do gelo derretido também surgira,além das monstruosidades já citadas, uma prosaica vaca de nome Audhumla, de cujas tetas prodigiosas manavam quatro rios, que alimentavam o gigante Ymir. Audhumla nutria-se do gelo salgado, que lambia continuamente da superfície, e, deste gelo,

surgiu ao primeiro dia o cabelo de um ser; no segundo, a sua cabeça; e, finalmente, no terceiro, o corpo inteiro. Esta criatura egressa do gelo chamou-se Buri 



e foi a progenitora dos deuses. Seu primeiro filho chamou-se Bor, e, desde que pai e filho se reconheceram, começaram a combater os gigantes, que nutriam por eles um ódio e um ciúme incontroláveis. Esta foi a primeira guerra de que o universo teve notícia e incontáveis eras sucederam-se sem que ninguém adquirisse a supremacia. Finalmente, Bor casou-se com a giganta Bestla e, desta união, surgiram três notáveis deuses: Wotan (também chamado Odin), Vili e Ve. Dos três, o mais importante é Wotan, que um dia chegará a ser o maior de todos os deuses. E, porque assim será, um dia, ele próprio disse a seus irmãos:
 Unamo-nos a Bor e destruamos Ymir, o perverso pai dos gigantes!

Os quatro juntos derrotaram, então, o poderoso gigante, e com sua morte, acabou também a quase totalidade dos demais de sua espécie, afogada no sangue de Ymir. Um casal, entretanto, escapou do massacre: Bergelmir e sua companheira, que construíram um barco feito de um tronco escavado e foram se refugiar em Jotunheim, a terra dos Gigantes, onde geraram muitos outros. Desde então, a inimizade estabeleceu-se, definitivamente, entre deuses e gigantes, cada qual vivendo livremente em seu território,
mas sempre alerta contra o inimigo.

Dos restos do cadáver do gigantesco Ymir, Wotan e seus irmãos moldaram a Midgard (Terra-Média): de sua carne, foi feita a terra; enquanto que, de seus ossos e seus dentes, fizeram-se as pedras e as montanhas. O sangue abundante de Ymir correu por toda a terra e deu origem ao grande rio que cerca o universo.
- Ponhamos, agora, a caveira de Ymir no céu - disse Wotan a seus irmãos, após haverem completado a primeira tarefa. Wotan fez com que quatro anões mantivessem a caveira suspensa nos céus, cada qual colocado num dos pontos cardeais. Em seguida, das faíscas do fogo de Musspell,  brotaram o sol, a lua e as estrelas; enquanto que, do cérebro do gigante, foram engendradas as nuvens, que recobrem todo o céu.

Entretanto, após terem remexido a carne do gigante, com a qual moldaram a terra,os três deuses descobriram nela um grande ninho de vermes. Wotan, penalizado destas criaturas, decidiu dar-lhes, então, uma outra morada, que não, o Midgard. Os seres subumanos, que pareciam um pouco mais turbulentos que os outros, foram chamados de Anões e receberam como morada as profundezas sombrias da terra (Svartalfheim). Os demais, que pareciam ter um modo mais nobre de proceder, foram chamados de Elfos e receberam como morada as regiões amenas do Alfheim. Completada a criação de Midgard, caminhavam,um dia, Wotan e seus irmãos sobre a terra para ver se tudo estava perfeito,quando encontraram dois grandes pedaços de troncos caídos ao solo, próximos ao oceano. Wotan esteve observando-os longo tempo, até que, afinal, teve outra grande ideia

- Irmãos, façamos de um destes troncos um homem e do outro, uma mulher! E assim se fez: ele foi chamado de Ask (Freixo)e ela, de Embla (Olmo). Wotan lhes deu a vida e o alento; Vili, a inteligência e os sentimentos; e Ve, os sentidos da visão e da audição. Este foi o primeiro casal, que andou sobre a terra e originou todas as raças humanas que habitariam por sucessivas eras a Terra-Média. Depois que Midgard e os homens estavam feitos, Wotan decidiu que era preciso que os deuses tivessem também uma morada exclusiva para si:
- Façamos Asgard e que lá seja o lar dos deuses! - exclamou ele, que, como se vê, era um deus de energia e vontade inesgotáveis.
Este reino estava situado acima da elevada planície de Idawold, que flutuava muito acima da terra, impedindo que os mortais o observassem. Além disso, um rio cujas águas nunca congelavam - o Iffing - separava a planície do restante do universo. Mas, Wotan, sábio e poderoso como era, entendeu que não seria bom se jamais existisse um elo de ligação entre deuses e mortais. Por isso, determinou que fosse construída a ponte Bifrost
(a ponte do Arco-íris), feita da água, do logo e do mar. Heimdall, um estranho deus nascido ao mesmo tempo de nove gigantas, ficaria encarregado, desde então, de vigiá-la noite e dia para que os mortais não a atravessassem livremente no rumo de Asgard. Para isso, ele portava unia grande trompa, que fazia soar todas as vezes que os deuses cruzavam a ponte.
A morada dos deuses possuía várias residências, as quais foram sendo ocupadas pelos deuses à medida que iam surgindo. Entretanto, se na mais alta das regiões estava situado o paraíso daquele soberbo universo, nas profundezas da terra, muito abaixo de Midgard, estava o Niflheim

, o horrível e gelado reino dos mortos. Lá pontificava a sinistra deusa Hell, filha de Loki, e que tem ao lado a serpente Nidhogg. Esta se alimenta dos cadáveres dos mortos e se dedica a roer continuamente uma das raízes da grande árvore Yggdrasil, um freixo gigantesco que se eleva por cima do mundo e deita suas raízes nos diversos reinos, entre os quais, o próprio Asgard. Ao alto da copa frondosa desta imensa árvore, sobrevoa uma gigantesca águia, que vive em guerra aberta contra a serpente Nidhogg. Um pequeno esquilo - Ratatosk -, que passa a vida a correr desde o alto da Árvore da Vida até as profundezas onde está a terrível serpente, é o leva-traz dos insultos que estas duas criaturas se comprazem em trocar sem jamais esgotar seu infinito estoque de injúrias.
Nesta árvore fundamental, diz a lenda que o próprio Wotan esteve pendurado
durante nove longas noites, com uma lança atravessada ao peito, para que pudesse
aprender o significado oculto das Runas, o alfabeto nórdico, que rege e governa a vida dos deuses e dos homens. Quando seu martírio terminou, Wotan havia se tornado,
definitivamente, o mais poderoso e sábio dos deuses, tendo o poder de curar doenças e
de derrotar os inimigos com sua poderosa lança, Gungnir - ao mesmo tempo, sua mais poderosa arma e local de registro de todos os seus acordos.

Yggdrasil é o centro do mundo, e, enquanto suas raízes continuarem a suportar o peso de seu prodigioso tronco e de seus ramos infinitos, o mundo estará firme e a vida será soberana, sob os auspícios de Wotan, senhor dos deuses.

Até Breve
Freya Vivienne )O( Bjs e Luz

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Mito da criação, por Starhawk em "A Dança Cósmica das Feiticeiras"

e vamos falar de Mitos....
Olá pessoal, demorei para começar a serie, pois meu notebook estava no conserto e eu não tinha tempo de busca-lo...
Depois desse final de semana maravilhoso em Paranapiacaba é hora de colocar a vida em dia....
E vou começar a colocar os textos em dia......
E claro que vou começar com mitos de criação....
Esse é o meu preferido para a criação do mundo, então vou começar por ele ;)

bjs e luz
Freya Vivienne )O(

Solitária, majestosa, plena em si Mesma, a Deusa, Ela, cujo nome não pode ser dito, flutuava no abismo da escuridão, antes do início de todas as coisas.
 E quando Ela mirou o espelho curvo do espaço negro viu com a sua luz o Seu reflexo radiante e apaixonou-se por ele. Ela induziu-o a expandir com Seu poder e fez amor consigo mesma. Chamou-A de Miria, a Magnífica.
O seu êxtase irrompeu na única canção de tudo que é, foi ou será, e com a canção surgiu o movimento, ondas que jorravam para fora e se transformaram em todas as esferas e círculos dos mundos. A Deusa encheu-se de amor, que crescia, e deu à luz uma chuva de espíritos luminosos que ocuparam os mundos e tornaram-se todos os seres.

Mas naquele movimento Miria foi levada embora e enquanto Ela saía da deusa tornava-se mais masculina. 
Primeiro Ela tornou-se o Deus Azul do amor
, em seguida transformou-se no Verde, coberto de vinhas, enraizado na terra, o espírito de todas as coisas que crescem.
Por fim tornou-se o Deus da força e dos animais, o Caçador, cujo rosto é o sol vermelho mas é também escuro como a morte. Mas o desejo sempre o devolve à Deusa, de modo que ele a Ela circula eternamente em dança espiral, buscando retornar em amor.
Tudo começou em amor; tudo busca retornar em amor. O amor é a lei, mestre da sabedoria e o grande revelador dos mistérios.

convenção de bruxas em Paranapiacaba

Olá.....
Um fim de semana magico em uma cidade incrível...
 Ver e rever amigos é muito bom, tanto quanto conhecer pessoas novas, nada melhor do que se trabalhar com o que se ama, vive e acredita!!!!!



Dividindo com vocês um pouquinho do nosso stand e claro da cidade....















Muito Obrigada a todos que participaram de alguma forma, toda energia e conhecimento dividido!!!!
Grata Sempre!!!!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Poema da Deusa Lilith


A primeira vez que provei o fruto das Árvores
senti as sementes da Vida e do Conhecimento
queimar dentro de mim
Jurei nesse dia que não voltaria atrás.
A primeira vez que provei a carne da morte
senti o sabor do sangue
e o ranger dos ossos
Jurei nesse dia que não morreria.
A primeira vez que provei o meu próprio sangue
Senti a necessidade e a agitação
de minha própria vida em meus lábios
Jurei nesse dia amar a mim mesma
sobre todas as coisas
A primeira vez que provei a luz da lua
Senti seu brilho em meu ventre
E sua selvagem ternura
Jurei nesse dia que caminharia de
noite.
A primeira vez que provei o amor de um
deus
Senti o cortante alçar de canção e
fogo
Jurei nesse dia que acariciaria a
carne.
A primeira vez que provei o sal do mar
Senti meu sangue transformar-se
em água
Enquanto o céu caía sobre mim
Jurei nesse dia que descenderia e
retornaria com maravilhas.
A primeira vez que provei o amor de um
jovem
Gritei com a alegria de uma nova
vida
E chorei pelo que havia perdido
E ganhado
Jurei nesse dia nutrir a vida
Como antes abraçara a morte.
Juro por três vezes três vezes três
Que estes sete momentos serão
meus
E que nada que transpire,
Nem deus, nem homem e nem
besta, os quitará
O juro por mim mesma.
E pela minha imortalidade.


Poemas da Internet.

Olá.....

Passando pela Net vi esse belo poema em um Blog e quis dividir com vocês......


Se alguém perguntar quem sou,

diga que sou a filha da noite, que fala de amor, que fala do vento e se esquece do tempo...
Se alguém perguntar onde vivo, diga que vivo nas brumas que sabe do amor que conhece o desejo e Sonha sem pudor...
Se alguém perguntar por onde eu ando, diga que ando pela noite, pela lua e que nela me perco, desapareço, esqueço...
E se alguém perguntar como sou, diga que sou louca, apaixonada, que ama a magia do se entregar por inteiro, sem limites, sem freios a magia da vida.
Se alguém perguntar meu nome,
sou a bruxa
“Indra Witch”



Bjs e Luz
)O( Fréya Vivienne

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Mitologia!!!

Vou começar a falar um pouco de mitos e Deuses
Cada mito pode possuir varias visões geralmente bem similares, mas dependendo do autor, poeta ou povo que o descreve pode-se encontrar alguma diferença entre eles.
Assim como quando descrevemos o nascimento de um Deus às vezes vários poetas, bardos ou sacerdotes usam da mesma visão, porem às vezes como vemos no mito de Afrodite que possui 3 versões diferentes de seu nascimento escrito por 3 poetas gregos diferentes.

Sabemos que os Deuses às vezes podem se apresentar para nós de formas diferentes em energia e aparência ou mesmo historia, porque  cada conexão é única, acredito que isso muda, pois assim como um povo que idolatra determinado panteão muda para cada povo, cada pessoa ou nação possui uma necessidade diferente e uma conexão única com aquela divindade.
Eu amo mitologia e acho que uma das magias do paganismo como um todo é a falta de certos dogmas, onde desde o principio, honra, respeito e sinceridade sempre foram mais importantes, não vemos os Deuses como seres diferentes distantes, perfeitos e intocáveis, mas uma força maior que possui sim semelhança conosco, pois também somos sagrados, onde muitos Deuses possuem defeitos, ciúmes, inveja, necessidades humanas em alguns casos, enfim, porem muito mais evoluídos e nos ensinam a evoluir com seus mitos que nos mostram a melhor forma de lidar com a situação.
A simples observação dos Deuses que nos ensinam a ter honra corrigir nossos erros e claro que pagamos sobre ele, respeitar a natureza, pois ela também é sagrada e viva, respeitar nossos corpos, pois ele é a morada do Divino, enfim...

Já vou avisando logo que quando falar em mitos não vou colocar minha opinião, vou tentar ao menos e quando fizer colocarei entre parênteses srsrsrs
Os mitos são um retrato das emoções humanas surgiram antes da ciência, quando a conversa com os Deuses era mais “fácil” aberta para explicar o inexplicável.
Nos tempos primitivos cada sociedade desenvolvia os próprios mitos que possuíam um papel importante na vida religiosa de cada um deles.
As divindades vistas com poderes sobrenaturais que merecem respeito em muitas mitologias possuem características humanas.
Falando tecnicamente RS.
Os mitos são divididos em duas categorias, os explicativos e os mitos de criação. O da criação como o próprio nome da a entender fala da criação do mundo dos homens e dos Deuses. Os explicativos, explicam algo rsrsrsrs desculpa os explicativos tratam de processos e acontecimentos naturais, explicando fenômenos naturais ou geográficos.
O mito sempre construído por um narrador, apenas se consolida a partir da aceitação coletiva, o senso comum que dá vida ao mito, e o mesmo possui 3 funções:
Explicar, se explica no presente o que aconteceu no passado.
organizar, ele sempre lhe traz uma lição, uma ordem de como é a melhor forma de viver e um aviso do divino sobre as consequências daquele determinado ato.
Compensar, explica que o erro do passado foi corrigido e o que vivemos hoje é consequência daquilo.
Ele nos ajuda a compreender e nos relaciona com o meio que vivemos.
A partir do mito vemos sacrifícios sendo feitos para aplacar a fúria dos Deuses e garantir sua benção e o sacrifício feito passa a um ritual que faz nascer uma religião.
Algumas correntes históricas afirmam que alguns dos mitos derivam de historias que ocorreram com pessoas normais, que sofreram exageros e embelezamentos.
Homens e mulheres que ensinaram a plantar velejar para uma tribo que nunca teve ideia de como fazer isso foram transformados em Deuses. (nem todos hein rsrsrs)
Outra teoria afirma que as lendas são uma verdade religiosa, moral ou filosófica, criadas para transmitir conhecimento.
Outra teoria fala sobre os elementos que são sagrados e merecem devoção, personificados em divindades ou seres mágicos que governam a natureza (os elementais).
 Segundo os gregos, a natureza permanece repleta de seres invisíveis que ficam sob constante vigilância. 

“Tais teorias associadas umas as outras são verdadeiras até certo ponto, pois existem mitos originados pelo desejo humano de explicar fenômenos naturais que não são compreendidos.” ¹
É importante pensar que todo mito merece ser interpretado.

Cronos é destronado por seus filhos assim como destronou seu pai, pois tudo que vai volta, o tempo é cíclico.
Odin se sacrifica pela sabedoria entregando-se em sacrifício a arvore da vida para ouvir a sabedoria das runas, entrega um olho para Mimir para poder beber da fonte da sabedoria e adquiri-la, mostra nos que a sabedoria vem com sacrifício.

O mito deve ser acima de tudo decifrado!!!!!
“ os mitos são uma metáfora da condição humana e é preciso usar a imaginação e a sensibilidade para chegar a uma interpretação” ²
Segundo o filosofo Frances Roland Barthes, não adianta buscar a verdade na narrativa mítica, a verdade não está nas palavras sim nos símbolos contidos no mito.
O antropólogo Bronislav Malinowski afirma que o mito faz renascer uma realidade muito antiga, “ele exprime, exalta e codifica a crença, impõe princípios morais, garante eficácia do ritual e oferece regras praticas para orientação do homem. O mito é um ingrediente vital da civilização humana; longe de ser uma fabulação vã, ele é ao contrario, uma realidade viva, a qual se recorre incessantemente”


1.       Gabriela Cabral
2.       Roland Barthes
Bjs e luz
)O( Freya Vivienne

Fonte:
Mitologia – Deuses, Heróis, Lendas e Mitos – Discovery Publicações.
Mitologia – Deuses, Heróis, Lendas – Super Interessante.

O oráculo dos Deuses Heróis e Titãs da Mitologia Grega
Meu BOS rs
Varias sites da net.

quarta-feira, 19 de março de 2014

O Lago de Medusa, comparação do Mito e Realidade.

Olá meus queridos....

Um tempo atrás passeando pela net li um texto do Valdir Callegari sobre um lago que nos lembra do mito de Medusa...
Primeiro vou dar uma rapidaaaa explicação sobre Medusa.

Medusa era uma das três Górgonas na mitologia Grega, em uma das versões de seu Mito, como sempre encontramos mais de uma versão, Medusa era uma Virgem do Templo de Atena, e como todas que seguiam e acompanhavam a Deusa a virgindade era algo sagrado a essa Deusa, que apesar de proteger os partos, castigava todas que a seguiam se não fosse virgem, e com Medusa não foi diferente devido sua petulância, que por ser uma bela mulher recebeu a investida de vários Deuses e Mortais, porem acabou por ceder as investidas de Poseidon deitando-se com ele no Templo de Atena, como castigo essa Bela Mulher foi transformada, no lugar de seus belos cabelos nasceram serpentes e para garantir que ficaria sozinha todo aquele que olhasse em seus olhos virariam pedra.


Agora imaginem que essa Deusa em outra versão vista como a única mortal de três irmãs filhas de antigas divindades marinhas possa ainda hoje se manifestar na Natureza.
Sim, podem acreditar na Tanzânia existe um lago chamado Nitrão ou lago Natrão onde criaturas desavisadas (assim como muitas vitimas de Medusa) acabam virando pedra, parece imaginação, mas é real inclusive um fotografo britânico o Nick Brandt registrou esses acontecimentos num livro chamado: “Across the Ravaged Land”, a tradução livre em português é: “Através do lago devastado”.

Não se sabe a causa exata da morte das aves, mas parece que o estranho reflexo que a superfície do lago produz as confunde, e eles se jogam na água da mesma maneira que alguns pássaros se chocam contra os cristais de uma janela. Tirei essas criaturas como eu as encontrei no litoral, e, em seguida, os coloquei em posições ‘vivas' - disse o fotógrafo à revista ‘New Scientist‘.

Agora qual a explicação para esse fato,  este é um lago salgado e alcalino, um lago com uma media de 3 metros de profundidade e de origem tectônica,  seu Ph é elevadíssimo e sua temperatura também, como todo lago possua a variação na sua profundidade e quando a maré está baixa, sempre nos revela segredos,  temperatura alta, muito alcalino e cor avermelhada são suas principais características.


Ele é um lago de sal. Significa que a água flui, para dentro dele, mas não flui para fora e, por isso, escapa através da evaporação produzindo uma alta concentração de diferentes sais e resíduos de diferentes minerais.
Este mesmo fenômeno ocorre em outras formações lacustres como o Mar Morto e o Great Salt Lake, no estado de Utah - EUA.

Porém, a singularidade do Natron em relação àqueles outros lagos salinos supracitados - é que neste lago as águas são extremamente alcalinas, devido aos altos níveis da substância química chamada NATRON, uma mistura de carbonato de Sódio e bicarbonato de Sódio.
A medição do índice de pH*  da água chega a alcançar 10.5, próximo ao teor da amônia.
Então diante disso só posso dizer que a Terra é o corpo da Deusa, que todo mito vem de uma observação do homem a natureza, então sempre encontraremos algo em algum momento que nos lembre de que o sagrado também está entre nós.
Um Lago que muitos chamam de Lago Medusa, pois assim como a Górgona transforma os desavisados que se aproximam em pedra.
Abençoada seja sempre a Mãe Natureza e que nos possamos aprender a ver o seu lado sagrado em cada momento em cada coisa que olhamos.



bjs e luz a todos
)O( Fréya Vivienne


Wikipédia.