Encontro Pagão da Baixada Santista

Encontro Pagão da Baixada Santista

terça-feira, 3 de junho de 2014

Sagrado Feminino, Seu Corpo Seu Templo, Seu Sangue Sua Magia

Blogagem coletiva.
Olá Pessoal.



Hoje o foco deste texto são as mulheres ok pagãozada, e nada impede os meninos de lerem tendo em vista que sempre terão uma mulher em suas vidas.
Esse post também é diferente por outros motivos, como sabem estive em Paranapiacaba expondo e como levei algumas coisas do altar menstrual, descobri que algumas mulheres não conhecem nada do assunto e essas mesmas mulheres sofrem com cólicas que muitas vezes tentam sem sorte resolver com remédios de farmácia fora os outros sintomas de TPM
Ai penso, - Claro que sofrem o momento da menstruação é um momento de morte e renascimento é seu ventre conectado com o ventre do mundo, é sangrar seus poderes mágicos, afinal o seu sangue cura a terra e cura o mundo também! Estranha essa frase? Talvez, mas quando você estudar o assunto entenderá ela melhor.
Seu corpo é seu templo, ele é sagrado e você deve cuidar dele, se conectar com ele e porque não dividir esse momento com outras mulheres como na Antiguidade, Escute seu corpo, sinta essa conexão e Saiba lidar com Ele, ele quer atenção Escute-o, se você não escutar seu corpo Ele vai Gritar.
Porem como disse essa é uma blogagem coletiva e vou falar um pouco dessas mulheres que vão escrever e de nossas historias, há um tempo atras como muitos que seguem esse Blog devem saber comecei como Bruxa solitária e anos depois entrei pra um grupo de estudos que se transformou em um Coven e lá fui iniciada na Wicca e nos mistérios do Sagrado Feminino Também, tenho até hoje meu altar menstrual adquirido naquela época, meu diário de Lua Vermelha que hoje tem um sentido mais amplo que antes rs e quem me abriu pra essa visão inicialmente foi a Babi Guerreiro, dentro desse mesmo coven estavam a Livia e a Rhaid, onde de muitas reconsagrações do Ventre passamos juntas e a Rhaid pra mim sempre foi a irmã mais velha e conselheira, se eu sentia cólicas em um determinado mês ela me ajudava a ver o porque pra que aquela situação não se repetisse eu parei de participar dessas reuniões, pois estamos em cidades diferentes com horários diferentes enfim... e a Livia que continuo participando quando parei hoje está em Curitiba e passando pelo processo de vida nova, casa nova, cidade nova, clima diferente, marido e sem Coven vivendo seu Sagrado a Benção de ser mulher em um momento diferente.
3 mulheres, 3 historias, 3 vivencias e 1 certeza o Sangue é vida, o Sangue é sagrado e ser mulher é uma benção.
)O( Freya Vivienne


A Guerreira Ferida

Após muitas leituras, conversas com outras mulheres e pesquisas decidi me perguntar quem é a “Guerreira Ferida”? É a mulher independente, confiante, bem sucedida, a mulher que conquistou o seu espaço dentro do mercado financeiro, tendo geralmente excelentes cargo e remuneração, muitas vezes sendo chefe de muitos homens. É capaz de resolver qualquer problema e geralmente não pede ajuda, mesmo quando precisa. Conquistou essa posição com muita luta, enfrentando toda a dificuldade que existe para uma mulher ocupar um cargo de confiança em uma sociedade patriarcal, muitas vezes sangrando para isso.
“Durante sua “jornada” essa guerreira, por proteção, veste-se com uma “armadura” e está sempre com sua ”espada” na mão, uma visão simbólica que demonstra estar na defensiva. Acredita que não precisa de companhia, abandonou a fantasia do “Príncipe Encantado”. Algumas vezes essa “Guerreira Ferida” se torna amarga, zangada e se castiga privando-se de vivenciar suas emoções, de demonstrar suas fragilidades, ser espontânea. Só que essa ‘Guerreira’, na realidade, está muito ferida; a dor é sentida na alma, no coração. Ela está cansada de lutar, a armadura está pesada e ela sente que há necessidade de equilibrar o uso da espada.”
Na psicologia feminina, segundo a especialista no assunto, Jean Shinoda Bolen, a “Guerreira Ferida” é um dos arquétipos mais presentes na sociedade atual. Shinoda relaciona este padrão fazendo uma comparação entre a mulher contemporânea e as deusas gregas. Nesta visão a “Guerreira Ferida” é a mulher em desequilíbrio entre os arquétipos das deusas Afrodite e Athena.
A mulher teve que despertar este arquétipo da guerreira para sobreviver na sociedade atual. Ela veste suas armas para realizar seus sonhos. Só que não sabe como equilibrar este padrão com as outras faces do feminino que habitam em seu interior e ainda a medida certa entre o equilíbrio das energias masculina e feminina.
Como curar a “Guerreira Ferida”? Segundo Suzana Kennedy, ”a Guerreira Ferida almeja se transformar em Deusa, mesmo que não pudesse usar essas palavras para descrever o seu desejo. Quem é a Deusa? A Deusa é simplesmente a incorporação do Divino em um corpo feminino. Ela tem discernimento e age com integridade. Ela tem uma essência de paz interior que é inabalável. A Deusa irradia uma energia que é tão poderosamente bela, amorosa e suave, que os outros são atraídos para ela como imã.”
A Deusa pode ter sido uma “Guerreira Ferida”, mas curou suas feridas, equilibrou a face guerreira com as outras faces: a mãe, a amante, a menina, a anciã, a protetora, a espiritualista, a sombra, a luz, etc. Ela sentiu todos os seus medos, anseios, raiva, amor, libertando-se. Ela transformou seus sentimentos, a traição e abandono em confiança e tranquilidade. Ela aprendeu a olhar para dentro e gostar do que vê. Ela combate o ataque espiritual e físico com amor.
A “Guerreira Ferida e a Deusa”: dois arquétipos femininos poderosos. Um cansado e ferido; o outro, radiante e curado.
A mulher que vive o padrão da “Guerreira Ferida”, para ser curada, deve reencontrar-se com sua “Deusa Interior” e isso torna-se mais fácil quando a mulher descobre a sua espiritualidade, sentindo que o divino habita dentro de si mesma, esse é um dos maiores legados que o movimento do Sagrado Feminino pode promover para as mulheres da minha geração, que foram criadas e incentivadas a se tornarem profissionais bem sucedidas. Nesse reencontro essa “Deusa Mulher” renasce e sabe desfrutar toda sua feminilidade com coragem que emana do seu coração. Ela confia plenamente no poder de ser mulher, nos seus instintos, no poder do seu ventre sagrado. Ela se liberta de seus sentimentos suprimidos de traição e abandono. Ela equilibra razão e emoção, masculino e feminino... Ela irradia amor, confiança, beleza. Ela também sente o divino em todos os seres, sentindo necessidade de compartilhar a sua descoberta.
Curada, essa guerreira reconhece e desperta outros aspectos da Deusa que lhe sirvam melhor em qualquer momento.
Reconhecer a ferida e saber que temos a responsabilidade e oportunidade de se curar é o grande segredo para dar o passo definitivo na direção da cura dessa Guerreira que anseia em ser Deusa, isso é possível, quando aprendemos de novo sobre como acessar nossa sacralidade, reverenciando nossos ciclos como nossas ancestrais faziam, pararmos de agir como o sistema nos programou, reprogramando nossa consciência, voltando-se para o centro de nós mesmas, o centro da Terra, o Útero da Grande Mãe. Lá em seu colo nos encontramos com a Deusa Interior, e curamos nossa Guerreira, que aprende a usar sua espada e seu escudo somente quando for realmente necessário. Esse processo árduo, não acontece de uma hora para outra, mas com dedicação e paciência, conseguimos ótimos resultados, experimente!

Texto de Babi Guerreiro – Organizadora do Circulo Feminino de Gaia - em Santos (SP), desde 2008 – promovendo encontros e círculos de mulheres para celebração dos Mistérios Femininos, Reconsagração Menstrual, Ritos de Passagens e aconselhamento.
Fontes de consulta:
Texto “A Guerreira Ferida” de Suzanna Kennedy.
"Mulheres que Correm com os Lobos", de Clarissa Pinkola Estes
"As Deusas e a Mulher", de Jean Shinoda Bolen.


Apenas um Depoimento
Cheguei numa época que num consigo dormir direito pois tenho incômodos na costas, estou com frio excessivo, choro por tudo e por nada, ah se choro, não me olhe torto nem fale alto comigo, não indique filmes emocionantes pois não vou ver porque do jeito que estou choro vendo até comedia. Mas nem só de tristeza vive essa minha fase, também estou muito irritada, não me contrarie pois talvez eu ti de um soco por pouquíssima coisa. Cabelos ressecados, cheia de espinhas parecendo uma adolescente...
Se vc acha que esses meus dias se tratam de TPM acertou.
Agora eu sei que é TPM, antes eu num sabia, antes eu nem percebia que tinha
Antes antes, antes do que?
Antes de me reunir com outras mulheres 1x no mês pra falar sobre o sagrado feminino
Nessas reuniões falava-se sobre a saúde da mulher, mitos e verdades sobre o ciclo, absorventes, copinhos e paninhos, remédios naturais e comprimidos, anticoncepcional e tabelinha... ah tabelinha antes eu nem sabia quais são as etapas do ciclo, nunca sabia quando ia descer, por mais regulada que eu seja, sempre dei sorte que vinha durante a noite então num sujava muito a roupa e logo que levantava da cama já colocava o absorvente...
Falávamos também sobre a deusa e seus arquétipos, até com quem não seguia nenhuma religião diretamente ligada a Ela porque tratávamos das questões de auto conhecimento...
Antes eu dizia que num tinha TPM porque eu nunca fui muito de ter cólicas e eu resumia nisso, de resto eu nem me dava conta, a irritação por exemplo era descontada na minha mãe que provavelmente tinha a TPM dela ao mesmo tempo então aos berros a gente se entendia
Durante eu posso até dizer que eu não tive TPM mesmo porque eu acompanhava meu ciclo e a companhia de outras mulheres pelo menos 1x ali junto falando sobre isso me fazia muito bem
Agora, ah agora eu moro a quase 400 km de distancia dessas mulheres, a maioria amigas, longe inclusive da minha mãe. Agora eu moro apenas com meu noivo, que não entende nada dessas coisas e ainda acha que a TPM que tenho atualmente se trata de frescura. Nos últimos 7 anos é que com a convivência com ele comecei a perceber a existência da TPM, nos últimos 2 anos que estamos morando juntos, essa convivência direta com um homem faz perceber mais ainda a TPM.

Agora eu tenho TPM de novo, mas a diferença é que agora eu entendo, eu tenho um certo conhecimento do porque as coisas acontecem como por exemplo eu sei que quando fico mais indisposta é porque eu só comi porcaria, nas poucas vezes que tenho cólica durante a menstruação sei que é porque eu me entupi de chocolate e/ou peguei friagem... Além de entender eu sei resolver, sei que nesse frio de Curitiba não há nada mais agradável do que coisas simples como um banho de Sol dentro de casa, escalda pés, bolsa de água quente na lombar (eu como não tenho vai as mãos do noivo mesmo), sentar com os pés de frente pro aquecedorzinho, um chá de orégano ou qualquer outro chá (principalmente o da Babi que além de tudo é gostoso, um dia e ainda descubro a mistura de ervas que ela faz) e também as resoluções que não tem a ver com o frio com boa alimentação e exercícios.
Hmm exercícios, ta aí provavelmente, o principal motivo pelo qual eu não tinha TPM antes. Menstruo desde os 12 anos, desde essa época e até antes tinha educação física na escola, até os 18 pratiquei capoeira, nesse meio tempo fiz um pouquinho de outras artes marciais e até futebol... Depois da maioridade além das mudanças naturais do corpo adolescente para o corpo adulto, eu comecei a namorar e só ia pra facul de bicicleta, fora isso vida sedentária, nos últimos 2 anos ganhei 5 kg e como não ter TPM assim não é mesmo?

Durante a construção do texto a menstruação veio, dessa vez a TPM foi rápida mas com tudo isso que disse. Agora só me resta colocar meu colar vermelho como simbolo da honra em que sinto de ser mulher e fértil, sortear um carta do oráculo da Deusa pra ver o que Ela reserva pra mim durante o próximo ciclo, e torcer pra que esse texto sirva pra alguém
Texto Lívia F. Barros.
Blog:


Ser mulher já me torna sagrada. Essa vivência ficou mais clara ainda quando fui mãe e em meus braços amamentei um ser. Porem todos os ventres fazem parte dessa sacralidade, seja um ventre fértil ou não, não ha necessidade de ser mãe, avó para ter a percepção do divino dentro de você. Muitas vezes uma menina, que mal sabe falar, andar não é vista como sagrada. Basta abrir olhos para si e para as outras e vê o sagrado brotar, renascer. E curar todas as marcas que o patriarcado nos deixou, curar todas as feridas que nós mesmas alimentamos quando caladas somos submissas a reagir. Curar toda essa omissão e sim transmitir esse poder que carregamos dentro de nós. O poder da vida.

Os círculos femininos são justamente para isso. Nesses círculos não importa sua idade, estado civil, opção sexual não impede que suas feridas possam ser curadas, de duvidas do universo feminino sejam esclarecidas, e o mais importante, o encontro com seu interior.
E assim seus projetos, sua saúde, seus relacionamentos possam fluir como seu sangue.
Para isso, basta se reunir com suas amigas, colegas de trabalho, não importa a religião de cada uma. O que importa é a consciência feminina.

Texto por Rhaid Tavares, em seu coven promove encontros sobre o Sagrado feminino



Uma boa pedida é entregar um pouco do seu sangue a terra, A Deusa, enquanto faz isso pode fazer uma Invocação de Oferenda Menstrual  essa foi retirada do Livro Ritos de Passagem do Claudiney Pietro
“Salve Guardiã do Útero de onde as águas se originam, na profundidade das fontes sagradas.
Eu lhe ofereço meu sangue, oh caldeirão borbulhante guardiã da minha tumba.
Senhora que liberta a alma de toda servidão
Que nesse sangue, possa haver vida, possa haver cura, possa haver renascimento.
Possa ele assegurar meu retorno ao seu ventre escuro em beleza e amor.

Que assim seja!


quinta-feira, 29 de maio de 2014

MITO DIÂNICO DA CRIAÇÃO


Olá.....
Estava no face ai apareceu esse mito lindissimoo e tive que compartilhar com vc tbm


MITO DIÂNICO DA CRIAÇÃO
“No momento infinito, antes de tudo,
a Deusa levantou-se do Caos e deu
nascimento á Ela mesma.
Isto foi antes de ela Ter nascido,
até Ela própria.
E quando separou o céu das águas,
Ela dançou sobre elas.
Conforme Ela dançava, assim aumentava seu êxtase
e em Seu êxtase Ela criou tudo o que existe.
Seus movimentos provocavam os ventos e assim
o elemento Ar nasceu e respirou, e a Deusa
nomeou a Si mesma de Arianrhod, Cardea e Astarte.


E faíscas saíam de seus pés conforme Ela dançava
e brilhavam como o Sol, e as estrelas se prenderam em Seus
cabelos. Os cometas passavam sobre Ela e assim o elemento
Fogo nasceu e a Deusa nomeou a Si mesma de: Sunna, Vesta e Pele.
Sob os Seus pés moviam-se as águas formando ondas e assim
os rios e lagos passaram a fluir e Ela nomeou a Si mesma de:
Binah, Mari Morgine e Lahshmi.
E procurando descansar Seus pés na dança,
produziu a Terra de modo em que as margens dos rios
e mares fossem os Seus pés; as terras férteis, o Seu ventre;
as montanhas, os Seus seios fartos e
Seus cabelos todas as coisas que crescem,
e a Deusa nomeou a Si mesma de:
Cerridrew, Deméter e Mãe do Milho.


E Ela se tornou Àquela que é, foi e será.
Nascida de sua própria dança sagrada,
Do prazer cósmico e da alegria infinita.
Ela sorriu e criou a mulher á Sua própria imagem,
Para ser a sua Sacerdotisa.
De seus elementos – Terra, Ar, Fogo e Água –.

A Deusa criou o Seu Consorte para lhe dar amor,
Prazer, companheirismo e para compartilhar.
A Deusa falou então às Suas filhas:
- Eu Sou a Lua que iluminará
os seus caminhos e revelará os seus ritmos.
- Eu Sou a dançarina e a dança.
- Eu Me movo sem movimento.
- Eu Sou o Sol que dá calor
para germinar e crescer.
- Eu sou tudo o que será.
- Eu Sou o vento que virá ao seu chamado
e as águas que oferecem a alegria.
- Eu Sou o Fogo da dança da vida
e a Terra abaixo de seus pés dançantes.
- Eu dou á todas as minhas Sacerdotisas
Os três aspectos que são Meus:
- Sou Ártemis, a Donzela dos animais
e a virgem da caça.



- Eu Sou Isis, a Grande Mãe.
- Eu Sou Ngame, a Deusa ancestral que sopra a mortalha.
- Eu serei chamada pôr milhões de outros nomes.
- Chamem pôr Mim minhas filhas, e saibam que Eu Sou
Nêmenis. Nós todas somos Donzelas, Mães e Anciãs.
- Oferecemos nossa energia criada ao espirito das mulheres
que foram, ao espírito das mulheres que virão e ao espírito
das mulheres que crescerão.
- E assim vamos evoluir juntas.
Retirado do face: Bruxas Magia e wicca

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Mito de Criação do Japão.

Continuando nossa serie de Mitos de cração, vou passar pra um que não possuo tanta intimidade, mas sim admiração...
Vamos Lá.....



Os gênios divinos Izanagi e Izanami foram encarregados pelos Deuses celestes de criar o mundo. Que tarefa mais difícil!!
o universo ainda estava no estagio do caos primitivo (sempre rs) e parecia um oceano vasto e oleoso. Lá em cima, estendia-se o Céu, formado de particulas mais leve e eera só isso.
Izanagi e Izanami tinham nascido, como antes deles os deuses celestes, de embriões de vida que flutuam por aqui e ali na entranhas do oceano primitivo. No Ceu onde moravam, o genio masculino Izanagi e sua companheira Izanami perguntavam a si mesmos como iriam cumprir sua missão.
Numa balsa celeste, percorreram toda a extensão de seu domínio, mas não encontraram nada que se parecesse com terra.
Acreditaram que se existice algo parecida com a terra estaria mais profundo, então foram buscar a lança de Jade do Céu, que era inscrutada com mil pedras preciosa e brilhava com mil fogos. Usando-a como se fosse uma vara bem comprida, sondaram as profundezas desconhecidas.
Quando sua ponta encontrou a superfície
do oceano, Izanagi e Izanami fizeram na girar, tal qual uma colher a mexer uma panela. O liquido espesso ficou mais grosso e os cristais que continham aglutinaram-se. Os genios se suspenderam a lança dela cairam gotas que deram origem a uma ilha, chamada Onogoro isto é, ”ilha que se solidifica sozinha”.
Eles desceram e apartir dali começaram a sua missão.
Os dois genios aproveitando um arco iris como passarela (onde já vimos isso rs) ateraram em seu dominio casaram-se e de lá criaram novas terras que amarrariam sobre o oceano, não muito longe dali e aquela terra passou a ser o pilar central do mundo.
Antes de unirem-se contornaram Onogoro assim simbolicamente tomaram pose da ilha Izanami foi pela direita e Izanagi para a esquerda e quando se encontraram o genio feminino exclamou:
“Que alegria casar com você Izanagi!” (isso te lembra algum festival?)
Infeliz!.... respondeu ele. – Não devia ter falado primeiro, pois é mulher... Vamos fazer a cerimonia novamente!
dessa vez tudo occorreu como previsto e a raiva de Izanagi passou e dessa união nasceram varias ilhas. Por causa do erro da cerimonia de casamento as primeiras ilhas não ficaram bem formadas e o casal deixou-as fluir a derva do oceano. As que surgiram depois tornaram-se as oito principais ilhas do Japão.



Quero apenas fazer um comentario que já disse antes de outras formas, mas vamos lá....
Todos os povos possuem lendas e mitos de acordo com sua vivencia, de acordo com sua localidade, clima e principalmente necessidades, mas na grande maioria das vezes poderemos achar algo similar em lendas muitos vezes bem distintas e temos que lembrar que essas lendas foram escritas e faladas antes mesmo que esses povos pudessem ter contato uns com os outros, algumas lendas se modificam com a proximidade de outro povo mas a essencia se matem o que nos mostra que todo povo em algum momento teve alguma similaridade em sua visão com o sagrado.


Bjs e luz em breve tem mais!!!

Michelle )O( Freya Vivienne

domingo, 25 de maio de 2014

A Criação Pelos Nórdicos.

Hail.....
Bem comecei diferente hoje rs, simplesmente porque não resisti, como disse ia começar com os meus mitos de criação preferido, eu gosto da versão que escrevi no anterior, porem quando o assunto é a criação do homem sempre acho essa a melhor de todas as versões que conheço.Eu disse que não ia opinar neh rs opsss....


A Criação
Primeiro, havia o Caos, que era o Nada do Mundo, e isto era tudo quanto nele havia. Nem Céu, nem Mar, nem Terra nada disto havia. Apenas três reinos coexistiam: 

O Ginnungagap (o Grande Vazio), abismo primitivo e vazio, situado entre Musspell (o Reino  do Fogo) e Niflheim (a Terra da Neblina), terra da escuridão e das névoas geladas.
Durante muitas eras, assim foi, até que as névoas começaram a subir lentamente das profundezas do Niflheim e formaram no medonho abismo de Ginnungagapum gigantesco bloco de gelo.

Das alturas abominavelmente tórridas do Musspell, desceu um ar quente e este encontro do calor que descia com o frio que subia de Niflheim começou a provocar o derretimento do imenso bloco de gelo. Após mais alguns milhares de eras - pois que o tempo, então, não se media pelos brevíssimos anos de nossos afobados calendários  o gelo foi derretendo e pingando e deixando entrever, sob a outrora gelada e espessa capa branca, a forma de um gigante.

Ymir era o seu nome e por ser uma criatura primitiva, dotada apenas de instintos, o maniqueísmo batizou-a logo de má. Ymir dormiu durante todas estas eras, enquanto o gelo que o recobria ia derretendo mansamente, gota à gota, até que, sob o efeito do calor escaldante de Musspell, que não cessava jamais de descer das alturas, eis que ele começou a suar. O suor que lhe escorria copiosamente do corpo uniu-se, assim, à água do gelo, que brotava de seus poderosos membros  e este suor vivificante deu origem aos primeiros seres vivos. Debaixo de seu braço surgiu um casal de gigantes e da união de
suas pernas veio ao mundo outro ser da mesma espécie, chamado Thrudgelmir. Estes três gigantes foram as primeiras criaturas, que surgiram de Ymir; mais tarde, Thrudgelmir geraria Bergelmir, que daria origem à toda a descendência dos gigantes.
Entretanto, do gelo derretido também surgira,além das monstruosidades já citadas, uma prosaica vaca de nome Audhumla, de cujas tetas prodigiosas manavam quatro rios, que alimentavam o gigante Ymir. Audhumla nutria-se do gelo salgado, que lambia continuamente da superfície, e, deste gelo,

surgiu ao primeiro dia o cabelo de um ser; no segundo, a sua cabeça; e, finalmente, no terceiro, o corpo inteiro. Esta criatura egressa do gelo chamou-se Buri 



e foi a progenitora dos deuses. Seu primeiro filho chamou-se Bor, e, desde que pai e filho se reconheceram, começaram a combater os gigantes, que nutriam por eles um ódio e um ciúme incontroláveis. Esta foi a primeira guerra de que o universo teve notícia e incontáveis eras sucederam-se sem que ninguém adquirisse a supremacia. Finalmente, Bor casou-se com a giganta Bestla e, desta união, surgiram três notáveis deuses: Wotan (também chamado Odin), Vili e Ve. Dos três, o mais importante é Wotan, que um dia chegará a ser o maior de todos os deuses. E, porque assim será, um dia, ele próprio disse a seus irmãos:
 Unamo-nos a Bor e destruamos Ymir, o perverso pai dos gigantes!

Os quatro juntos derrotaram, então, o poderoso gigante, e com sua morte, acabou também a quase totalidade dos demais de sua espécie, afogada no sangue de Ymir. Um casal, entretanto, escapou do massacre: Bergelmir e sua companheira, que construíram um barco feito de um tronco escavado e foram se refugiar em Jotunheim, a terra dos Gigantes, onde geraram muitos outros. Desde então, a inimizade estabeleceu-se, definitivamente, entre deuses e gigantes, cada qual vivendo livremente em seu território,
mas sempre alerta contra o inimigo.

Dos restos do cadáver do gigantesco Ymir, Wotan e seus irmãos moldaram a Midgard (Terra-Média): de sua carne, foi feita a terra; enquanto que, de seus ossos e seus dentes, fizeram-se as pedras e as montanhas. O sangue abundante de Ymir correu por toda a terra e deu origem ao grande rio que cerca o universo.
- Ponhamos, agora, a caveira de Ymir no céu - disse Wotan a seus irmãos, após haverem completado a primeira tarefa. Wotan fez com que quatro anões mantivessem a caveira suspensa nos céus, cada qual colocado num dos pontos cardeais. Em seguida, das faíscas do fogo de Musspell,  brotaram o sol, a lua e as estrelas; enquanto que, do cérebro do gigante, foram engendradas as nuvens, que recobrem todo o céu.

Entretanto, após terem remexido a carne do gigante, com a qual moldaram a terra,os três deuses descobriram nela um grande ninho de vermes. Wotan, penalizado destas criaturas, decidiu dar-lhes, então, uma outra morada, que não, o Midgard. Os seres subumanos, que pareciam um pouco mais turbulentos que os outros, foram chamados de Anões e receberam como morada as profundezas sombrias da terra (Svartalfheim). Os demais, que pareciam ter um modo mais nobre de proceder, foram chamados de Elfos e receberam como morada as regiões amenas do Alfheim. Completada a criação de Midgard, caminhavam,um dia, Wotan e seus irmãos sobre a terra para ver se tudo estava perfeito,quando encontraram dois grandes pedaços de troncos caídos ao solo, próximos ao oceano. Wotan esteve observando-os longo tempo, até que, afinal, teve outra grande ideia

- Irmãos, façamos de um destes troncos um homem e do outro, uma mulher! E assim se fez: ele foi chamado de Ask (Freixo)e ela, de Embla (Olmo). Wotan lhes deu a vida e o alento; Vili, a inteligência e os sentimentos; e Ve, os sentidos da visão e da audição. Este foi o primeiro casal, que andou sobre a terra e originou todas as raças humanas que habitariam por sucessivas eras a Terra-Média. Depois que Midgard e os homens estavam feitos, Wotan decidiu que era preciso que os deuses tivessem também uma morada exclusiva para si:
- Façamos Asgard e que lá seja o lar dos deuses! - exclamou ele, que, como se vê, era um deus de energia e vontade inesgotáveis.
Este reino estava situado acima da elevada planície de Idawold, que flutuava muito acima da terra, impedindo que os mortais o observassem. Além disso, um rio cujas águas nunca congelavam - o Iffing - separava a planície do restante do universo. Mas, Wotan, sábio e poderoso como era, entendeu que não seria bom se jamais existisse um elo de ligação entre deuses e mortais. Por isso, determinou que fosse construída a ponte Bifrost
(a ponte do Arco-íris), feita da água, do logo e do mar. Heimdall, um estranho deus nascido ao mesmo tempo de nove gigantas, ficaria encarregado, desde então, de vigiá-la noite e dia para que os mortais não a atravessassem livremente no rumo de Asgard. Para isso, ele portava unia grande trompa, que fazia soar todas as vezes que os deuses cruzavam a ponte.
A morada dos deuses possuía várias residências, as quais foram sendo ocupadas pelos deuses à medida que iam surgindo. Entretanto, se na mais alta das regiões estava situado o paraíso daquele soberbo universo, nas profundezas da terra, muito abaixo de Midgard, estava o Niflheim

, o horrível e gelado reino dos mortos. Lá pontificava a sinistra deusa Hell, filha de Loki, e que tem ao lado a serpente Nidhogg. Esta se alimenta dos cadáveres dos mortos e se dedica a roer continuamente uma das raízes da grande árvore Yggdrasil, um freixo gigantesco que se eleva por cima do mundo e deita suas raízes nos diversos reinos, entre os quais, o próprio Asgard. Ao alto da copa frondosa desta imensa árvore, sobrevoa uma gigantesca águia, que vive em guerra aberta contra a serpente Nidhogg. Um pequeno esquilo - Ratatosk -, que passa a vida a correr desde o alto da Árvore da Vida até as profundezas onde está a terrível serpente, é o leva-traz dos insultos que estas duas criaturas se comprazem em trocar sem jamais esgotar seu infinito estoque de injúrias.
Nesta árvore fundamental, diz a lenda que o próprio Wotan esteve pendurado
durante nove longas noites, com uma lança atravessada ao peito, para que pudesse
aprender o significado oculto das Runas, o alfabeto nórdico, que rege e governa a vida dos deuses e dos homens. Quando seu martírio terminou, Wotan havia se tornado,
definitivamente, o mais poderoso e sábio dos deuses, tendo o poder de curar doenças e
de derrotar os inimigos com sua poderosa lança, Gungnir - ao mesmo tempo, sua mais poderosa arma e local de registro de todos os seus acordos.

Yggdrasil é o centro do mundo, e, enquanto suas raízes continuarem a suportar o peso de seu prodigioso tronco e de seus ramos infinitos, o mundo estará firme e a vida será soberana, sob os auspícios de Wotan, senhor dos deuses.

Até Breve
Freya Vivienne )O( Bjs e Luz

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Mito da criação, por Starhawk em "A Dança Cósmica das Feiticeiras"

e vamos falar de Mitos....
Olá pessoal, demorei para começar a serie, pois meu notebook estava no conserto e eu não tinha tempo de busca-lo...
Depois desse final de semana maravilhoso em Paranapiacaba é hora de colocar a vida em dia....
E vou começar a colocar os textos em dia......
E claro que vou começar com mitos de criação....
Esse é o meu preferido para a criação do mundo, então vou começar por ele ;)

bjs e luz
Freya Vivienne )O(

Solitária, majestosa, plena em si Mesma, a Deusa, Ela, cujo nome não pode ser dito, flutuava no abismo da escuridão, antes do início de todas as coisas.
 E quando Ela mirou o espelho curvo do espaço negro viu com a sua luz o Seu reflexo radiante e apaixonou-se por ele. Ela induziu-o a expandir com Seu poder e fez amor consigo mesma. Chamou-A de Miria, a Magnífica.
O seu êxtase irrompeu na única canção de tudo que é, foi ou será, e com a canção surgiu o movimento, ondas que jorravam para fora e se transformaram em todas as esferas e círculos dos mundos. A Deusa encheu-se de amor, que crescia, e deu à luz uma chuva de espíritos luminosos que ocuparam os mundos e tornaram-se todos os seres.

Mas naquele movimento Miria foi levada embora e enquanto Ela saía da deusa tornava-se mais masculina. 
Primeiro Ela tornou-se o Deus Azul do amor
, em seguida transformou-se no Verde, coberto de vinhas, enraizado na terra, o espírito de todas as coisas que crescem.
Por fim tornou-se o Deus da força e dos animais, o Caçador, cujo rosto é o sol vermelho mas é também escuro como a morte. Mas o desejo sempre o devolve à Deusa, de modo que ele a Ela circula eternamente em dança espiral, buscando retornar em amor.
Tudo começou em amor; tudo busca retornar em amor. O amor é a lei, mestre da sabedoria e o grande revelador dos mistérios.

convenção de bruxas em Paranapiacaba

Olá.....
Um fim de semana magico em uma cidade incrível...
 Ver e rever amigos é muito bom, tanto quanto conhecer pessoas novas, nada melhor do que se trabalhar com o que se ama, vive e acredita!!!!!



Dividindo com vocês um pouquinho do nosso stand e claro da cidade....















Muito Obrigada a todos que participaram de alguma forma, toda energia e conhecimento dividido!!!!
Grata Sempre!!!!