Encontro Pagão da Baixada Santista

Encontro Pagão da Baixada Santista

terça-feira, 31 de maio de 2011

Tenho orgulho de ser Pagã!

Esta semana eu ouvi e falei esta frase algumas x e li também!
E percebi que ainda existe um forte preconceito em cima dessa palavra, como se as pessoas que estão envolvidas no meio holístico, esotérico, exotérico, wiccanos, nórdicos entre outros não conhecessem esta palavra ou não a entendessem! Assim como os Cristãos que deram outro significado a ela!
Por este motivo resolvi fazer este post!

Mas quem são os pagãos? Originalmente, esse termo era empregue para diferenciar os seguidores das religiões da Terra, dos muitos deuses e deusas da Natureza. É este o sentido que adotamos quando utilizamos o termo "paganismo". Assim, costumamos nos referir às culturas pré-cristãs da Europa e das Américas (apenas como exemplos clássicos) como "culturas pagãs". Poucas pessoas hoje em dia ainda mantêm um contato direto com as tradições originais do Paganismo, daí a necessidade de se diferenciar o Paganismo original - surgido na Antiguidade - do novo paganismo, representado por diversas correntes recentes. Para que tal diferenciação seja bem clara e cristalina, muitos autores e pesquisadores optam por utilizar o termo neo-pagão, ou seja, os novos pagãos - aqueles que seguem tradições filosófico-espirituais inspiradas nos ensinamentos e valores das Antigas Religiões.
Então vamos lá....
Paganismo, Pagão vem do latim paganus, que significa "habitante do campo” é um termo geral, normalmente usado para se referir a tradições religiosas politeístas, A palavra pagã vem do latim “paganus”, que quer dizer:
“aquele que vive no campo”, ou “aquele que vive do campo”.
Aquele que vive no "pagus", no campo, na Natureza.
São aqueles que vivem da Terra e todos que vivem da terra do campo com certeza o respeita!
Assim, pode-se dizer que, em termos religiosos, o Paganismo é o culto e o respeito às forças da Natureza. Para o Pagão, toda a Natureza é viva, é Sagrada - e seus deuses e deusas refletem essa crença, oferecendo conforto e equilíbrio àqueles que compreendem o real significado de se respeitar a Natureza.
Antigamente esta palavra tinha um sentido denotado e causava negatividade devido à ignorância de seu significado.
Chamamos de povos pagãos, aqueles que na antiguidade tinham nos campos e plantações, seu sustento.
Assim, a terra era sagrada! Toda cultura e religião giravam em torno da natureza: a época das colheitas, as estações, os solstícios, etc.
Muitos dos povos pagãos eram politeístas, atribuindo aos Deuses faces da natureza com que conviviam.
Assim havia o Deus sol, a Deusa lua, o Deus da caça, a Deusa da fertilidade…
Ser pagão é buscar constantemente harmonizar-se com a infinita sabedoria da natureza, onde se aprende diariamente através da linguagem da Terra, do Céu e do Mar, além das folhas das árvores, da beleza do canto dos pássaros, do cheiro das ervas e das flores, a conhecer o valor do respeito, do amor e do equilíbrio.
Por isso e por outras coisas tenho orgulho de ser Pagã! Eu amo, respeito e celebro a natureza e seus ciclos que são sagrados e adoro e venero meus Deuses!
Todos nos viemos da Terra e a Ela voltaremos e toda cultura pagã tem uma Deusa que representa a Terra ou o inicio de tudo. Temos civilizações que nasceram de parte da terra de troncos de arvores, isto é uma explicação sobre a nossa existência de algumas civilizações! Você pode conhecer a Terra como o corpo da Deusa ou do Deus e respeita-lo desta forma isto é ser pagão ou como algo Sagrado.
Uma característica das tradições pagãs é a ausência de proselitismo e a presença de uma mitologia viva, que explica a prática religiosa.
Talvez a principal característica da religiosidade pagã seja a radical imanência divina, ou seja, a divindade se encontra na própria Natureza (o que inclui os humanos), manifestando-se através dos seus fenómenos.
A ausência da noção de pecado, inferno e mal absoluto. Como a relação com os deuses é sempre pessoal e direta, a ideia de uma afronta à divindade é tratada também pessoalmente, ou seja, entre o cidadão e a Divindade ofendida. Assim, sem noção de pecado, também não há noção de inferno.
A sacralidade da Terra também levou à ausência de templos, o que, no entanto, não impede a noção de Sítios Sagrados, em geral bosques, poços ou montanhas. Templos Pagãos são um desenvolvimento muito posterior.
A imanência dos deuses e a ideologia da ancestralidade divina conferem à divindade características antropomórficas e as relações tendem a ser estreitadas ao longo da vivência religiosa.
O calendário religioso se confunde com o calendário sazonal e agrícola, o que lhe confere um carácter de fertilidade. Portanto, as festividades acontecem nos momentos de mudança e auge de ciclos naturais.
Por isso que todos que tem no paganismo seu modo de vida possuem celebrações em datas parecidas.
Essas relações pessoais humanos/deuses, leva à ausência de dogmatismos ou estruturas religiosas padronizadas, havendo, pois, uma grande liberdade de culto: cada cidadão tem liberdade de cultuar dos Deuses em sua casa, da forma que desejarem. Basicamente, é uma religiosidade doméstica ou de pequenos grupos com laços de sangue ou de compromisso. No entanto, os Grandes Festivais são sempre rituais comunitários, pois comprometem todos os membros da comunidade. O povo visto na Antiguidade como os Pagãos eram aqueles que se juntavam no meio da floresta ou do campo para celebrar suas colheitas, plantações e etc onde se via toda a comunidade reunida celebrando aos seus Deuses, não importa se hoje fazemos isso na praia, no nosso quarto ou jardim ou no lugar que dispomos  o que importa é que fazemos isso com o mesmo amor e pelo mesmo motivo que nossos ancestrais, as coisas não mudaram para algo completamente diferente elas evoluírem e nos adaptamos nossos cultos e crenças a nossa realidade o que fez surgir a palavra NeoPagãos
A relação mágica com a Natureza obviamente se traduz numa religiosidade mágica.
A sacralidade da Natureza torna todas as religiões pagãs em religiões de comunhão, ou seja, que não visam dominar a Natureza, mas harmonizar-se com ela. Por isso, também são religiões intuitivas e emocionais. Em geral, os pagãos valorizam mais a vivência da religiosidade em detrimento das infindáveis discussões metafísicas.
Como diz uma pessoa que amo muito e admiro sua sabedoria Paganismo é um modo de vida!
O respeito aos ancestrais e o tradicionalismo que isso implica, faz das religiões pagãs uma experiência de continuidade da egrégora ancestral, ou seja, a repetição dos mesmos ritos, na mesma época, cria a união mística com todos aqueles que já celebraram antes. Nesse momento, o tempo é rompido e se estabelece uma relação mágica com ele também: a repetição do rito torna presente o momento primitivo da sua realização e todos aqueles que, ao longo dos séculos, dele tenham participado.
A perspectiva cíclica do tempo dá a certeza do eterno retorno. Embora alguns povos tenham desenvolvido a ideia de um "Outro Mundo", a vida pós-morte nunca foi um ideal Pagão, pois isso significaria ficar fora do ciclo e, portanto, da comunidade. Assim, o "Outro Mundo" (para aqueles que desenvolveram essa ideia) será apenas uma passagem entre uma vida e o renascimento. O encontro com a Deidade se dá sempre na comunhão com a Natureza, e não no Outro Mundo.
Obviamente, diferentes povos da Cultura Pagã desenvolveram suas liturgias e costumes religiosos típicos, locais e ancestrais, o que pode aparecer como diferenças entre religiões. No entanto, essas características básicas permanecem, pois são típicas do Paganismo.
Podemos encontrar uma grande variedade de tradições dentro do paganismo, mas esta variedade de experiências espirituais são apenas ramos diferentes da mesma árvore e, como tal, devem ser respeitadas como a representação máxima da unidade divina. Nossos maiores mestres são: a natureza e os Deuses.
Paganismo é o nome dado às pessoas que seguem as religiões politeísta, panteísta e animista, ou seja, que respeitam a natureza como um ser divino que possui espírito e que cultuam vários Deuses e Deusas, como por exemplo: Druidismo, Xamanismo e Reconstrucionismo Celta.
Mas, que fique bem claro: pagão não é ateu e muito menos cultua o "diabo", que alias, é uma figura que existe apenas no meio cristão, criada para dominar e manipular as pessoas através do medo e da culpa!
Para se acreditar no Diabo deve-se acreditar na Santidade de Cristo! E isso não acontece entre os pagãos, que não possuem verdades absolutas e maldades que possam ser punidas com o inferno.
Os pagãos acreditam e prestam culto às divindades pagãs.

Um pouco de historia...
Desde o século XX, os termos “pagãos” ou "paganismo" tornaram-se amplamente utilizados como uma auto designação por adeptos do neopaganismo. Como tal, vários estudiosos modernos têm começado a aplicar o termo de três grupos distintos de crenças: politeísmo histórico (como a mitologia celta e o paganismo nórdico), religiões indígenas, folclóricas e étnicas (como a religião tradicional chinesa e as religiões tradicionais africanas) e o neopaganismo (como a wicca e o neopaganismo germânico).
o termo paganus começou a ser utilizado entre os cristãos no Império Romano, para se referir a uma pessoa que não era um cristão e que ainda acreditava nos antigos deuses romanos
Os estudiosos ofertam três explicações para a utilização da palavra. A primeira é que a população cristã era geralmente concentrada nas cidades de Roma e Constantinopla, enquanto as pessoas das áreas rurais - os pagani - geralmente eram adeptos da  "velha religião", adorando Júpiter e Apolo em vez de Cristo." A segunda possível explicação é a de que os cristãos referiam-se a si próprios como milites - soldados de Cristo; e chamavam os não-cristãos de pagani - os civis. Uma terceira explicação é que paganus pode significar simplesmente um estranho, não parte da comunidade, e os primeiros cristãos utilizavam essa palavra desta maneira.
Os povos pagãos mais conhecidos e citados: gregos, romanos, germânicos e celtas.
Os celtas, por exemplo, antes de serem influenciados pelo cristianismo possuíam uma cultura matriarcal. As cerimonias eram conduzidas por sacerdotisas, a medicina era praticada pelas curandeiras, as decisões tomadas pelas sonhadoras, e o Deus, não passava do consorte da Deusa, a grande Mãe.
Como religião, o paganismo busca o equilíbrio entre o masculino e feminino, tanto no exterior, como dentro de cada indivíduo.
Suas seitas em homenagem aos deuses das plantações viraram lendas, os espantalhos eram para representar os Deuses cultuados, e se transformaram em figuras para espantar pássaros, o leite derramado em gratidão a fertilidade da terra, virou animal e ainda assim como sacrifício.
Como em tudo na vida, é mais fácil enxergar o que se quer ver!
Os povos pagãos têm todos os defeitos e todas as qualidades como todos os povos já existentes. Somente eram mais saudáveis na forma de viver.
O neopaganismo está principalmente presente nos países desenvolvidos, encontrados em especialmente nos Estados Unidos e Reino Unido, mas também na Europa continental (Europa de língua alemã, na Escandinávia, Europa eslava, Europa latina e noutros países europeus) e no Canadá. A maior religião neopagã é a Wicca, apesar de existiram outros grupos neopagãos de porte significativo, como o neodruidismo, o neopaganismo germânico e o neopaganismo eslavo.
Este uso tem sido comum desde o renascimento neopagão na década de 1970, e agora é usado por acadêmicos e adeptos tanto para identificar novos movimentos religiosos que enfatizam o panteísmo e a veneração da natureza, e/ou que procuram reviver ou reconstruir os aspectos históricos do politeísmo. Cada vez mais, escritores eruditos preferem o termo "paganismo contemporâneo" para cobrir todos os novos movimentos religiosos politeístas, um uso favorecido pela publicação The Pomegranate: The International Journal of Pagan Studies.
O termo "neopagão" proporciona um meio de distinguir entre pagãos históricos de culturas politeístas antigas e/ou tradicionais e os adeptos de movimentos religiosos modernamente constituídos. A categoria das religiões conhecidas como "neopagãs" inclui desde abordagens sincréticas ou ecléticas como a Wicca, o Neodruidismo, o Dianismo e o Neoxamanismo a abordagens mais ligadas a tradições culturais específicas, como as muitas variedades de reconstrucionismo politeísta (Helênico, Nórdico, etc). Nesse sentido, alguns reconstrucionistas rejeitam o termo "neopagão", porque pretendem criar uma abordagem historicamente orientada para além do neopaganismo mais eclético e geral.





Inspirado em textos de :
Claudio Quintino (Crow)
Templo de avalon Rowena Arnehoy Seneween ®

bjs e luz sempre
)O( Fréya Vivienne

3 comentários:

  1. Que legal! Curti o post. E num dia especial rsrs.. que os sábios antigos estejam contigo!!
    Beijo =*

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  2. Amei!!! Lindas musicas...
    Qual o nome do CD?

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  3. tem varias musicas que gosto de vários artistas diferentes aqui no Blog!!!
    Fico feliz que tenham gostado!!!

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