Encontro Pagão da Baixada Santista

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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A Deusa

Dia 7 de setembro celebraremos o dia Mundial da Deusa, por isso vamos nos conectar ao máximo com essa egregora esse final de semana, não importa qual seja sua devoção se acredita na Deusa deve-se conectar com Ela, sim isso é um trabalho diário porem essa energia de saber que teremos um dia em que o mundo inteiro estará se conectando nos coloca em uma egregora maior!!!
Vamos aproveitar!!!
Mas a Deusa pode ser vista de diversas formas, em varias culturas tem se uma visão da Deusa e todas as pessoas possuem sua visão pessoal sobre Ela e nem sempre é a mesa, mesmo entre aquelas que estudam juntos, praticam juntos e etc e essa é uma de suas belezas.

Ela é Donzela, Mãe, Anciã e com todas as suas faces e nomes já esteve presente em diversas culturas.
A figura da Deusa existe desde que existe humanidade, seja como a Lua sagrada as mulheres das cavernas, seja como a Deusa que auxiliava as mulheres no parto, o culto a Deusa e seu nome também é diferente em varias partes do mundo.
Aproxime-se da Deusa e conheça a Deusa, assim sentira Ela também dentro de ti.
Desde o meu inicio na Bruxaria escuto aquela famosa Máxima
“Todas as Deusas são a Deusa”
Conheci pessoas que concordam e pessoas que discordam, criei minha opinião e muito tempo passei sem pensar no assunto
Um dia fui questionada sobre a Deusa por um amigo que me fez uma pergunta sobre a Deusa que me fez pensar na frase e eu disse:
“ acredito que esta frase seja uma Grande Verdade e uma Grande Mentira!”
O que para alguns pode ser contraditório porem me expliquei da seguinte forma
Cada Deusa é uma, Completa mesmo que A Deusa seja a Senhora dos 10 mil nomes.
Da mesma forma que pensei espero que você pense também e crie sua própria opinião independente da minha.
Porque se você escolheu o paganismo como sua filosofia, você deve ser um ser pensante que questiona e que estuda.
A mente humana, há 30.000 anos, tinha começado seu processo de buscar explicações sobre os mistérios da vida,assim como fazemos hoje. A arte associada com a revolução humana daquela época é indispensável para apoiar a teoria de que o Homo Sapiens possuía certas crenças espirituais. A arte e religião sempre tiveram um relacionamento inextricável entre si.



O fio comum que une todas fés modernas é melhor explicado através da definição do termo religião. O antropólogo J. G. Frazer define religião como "uma propiciação ou conciliação de poderes superiores ao homem que acredita-se dirigir e controlar o curso da natureza e da vida humana". Num nível básico, é o Xamã que cumpre este papel. É o Xamã que é capaz de interceder e interpretar tais relacionamentos. O Xamã compartilha um relacionamento íntimo com o reino espiritual como Joseph Campbell explica: “O xamã é um tipo particular de homem curador, cujos poderes podem causar a cura ou a doença, podem comunicar-se com o mundo além, prever o futuro, e podem tanto influenciar o tempo como o movimentos de animais cuja gravidez acredita-se ser derivada de suas relações sexuais com espíritos vislumbrados. “
Apesar do fato de o Xamanismo não gozar nem a popularidade nem o número elevado de seguidores das religiões mais importantes do mundo, o Xamã continuou a praticar uma arte que permaneceu relativamente inalterada desde tempos imemoráveis. As raízes do Xamanismo pré datam todas as religiões atuais do mundo. Embora o Xamanismo seja encontrado principalmente em sociedades caçadoras e simples ao redor do mundo, sua influência pode muito bem ser encontrada em praticamente todas as culturas e religiões hierarquicamente mais complexas. Para evidenciar tal hipótese é necessário seguir o progresso do Homo Sapiens arcaicos, conforme eles se desenvolveram no Homo Sapiens modernos.
O artista e Xamã eram provavelmente uma só pessoa no período Paleolítico. Por seus poderes mágicos de recriar animais nas paredes das cavernas de templo, eles -- os artistas-xamãs – conectaram-se com a fonte da vida que animava o Todo.
No período paleolítico 35000 – 8000 aec aparecem os primeiros sepultamentos e pinturas rupestres é nessa época que começa o culto propriamente dito a natureza, a crença em espíritos e seres sobrenaturais que protegiam os animais
O período Neolítico 8000 – 3500  muda tudo, pois o homem não é o mais o caçador a mulher passa a conhecer seu corpo e os mistérios da vida e morte, os Deuses antes da caça passam a ser Deuses da agricultura e fertilidade da terra, pois a necessidade é de se fixar em um lugar e nesse momento as pessoas começam a se aproximar e dividir suas experiências com o Divino e nesse período surge o que conhecemos como religião com cultos organizados de acordo com a localidade de cada grupo o ser humano passa a acreditar que existem criaturas sobrenaturais que o controlam.
No paleolítico a religião se mostra como uma filosofia de vida, a religiosidade que aos poucos se forma em religião propriamente dita no Neolítico em diante

De todos os pensamentos e formas de culto encontrados  na pré-história, o de uma Divindade criadora feminina, a Deusa, parece ter sido o mais central e desenvolvido.  Estatuetas de Vênus é um termo amplo para um número de itens pré-históricos, principalmente em forma de estátuas de mulheres obesas ou grávidas, esculpidas no período Paleolítico Superior e achadas na Europa.
São consideradas por muitos estudiosos ícones da fertilidade e representações do arquétipo da Grande Mãe. Elas são feitas de pedra, osso, barro e foram descobertas perto dos restos de paredes das primeiras habitações humanas. Estas estátuas foram encontradas na Espanha, França, Alemanha, Áustria, Checoslováquia e Rússia e a maioria delas tem mais de dez mil anos.
A Vênus de Willendorf é talvez a estatueta Pleistocena mais famosa. Esta pequena estatueta é representada com seios e nádegas exagerados. Esta figura foi feita na Idade da Pedra há mais de 20.000 anos e forma nossas impressões da primeira Deusa Mãe Primordial. O acento sexual nos seios femininos e nádegas é considerado, por muitos, um sinal de fertilidade. Estas estatuetas sem forma são predominantes nas esculturas Pleistocenas. Há mais de cinqüenta figuras deste período encontradas e entre elas somente aproximadamente cinco masculinas são conhecidas. Nem todas as estatuetas femininas são protuberantes e gordas, mas a maioria se assemelha a Vênus de Willendorf. É comum que a barriga e seios sejam desproporcionais. A cabeça e braços são demonstrados relativamente sem importância em relação ao meio do tronco. As coxas tendem a ser exageradas com pernas menores. As Deusas Primordiais do Pleistoceno só podem representar símbolos de fertilidade. O mundo Pleistoceno representa a mudança do Homo Neanderthalensis para Homo Sapiens. É um mundo que desperta com a arte das cavernas e expansão geográfica. 


Dois achados arqueológicos mais antigos também são categorizados como estatuetas de Vênus - a Vênus de Berekhat Ram, que data entre 800.000 e 233.000 AEC; e a Vênus de Tan-Tan,que data entre 500.000 e 300.000 AEC. Achadas na Ásia e África respectivamente,elas foram feitas de pedra em vez de cerâmica. Ambas estatuetas são muito ásperas e podem ter tomado a forma humana por processos geológicos naturais. No entanto, o Vênus de Berekhet Ram tem estriamentos sugerindo ferramentas e trabalho humano em pedra e a Vênus de Tan-Tan, possui evidências de ter sido pintada: uma substância gordurosa encontrada na superfície da pedra contendo ferro e manganês indica que ela foi decorada por alguém e usada como uma estatueta religiosa, independentemente de como tenha sido formada.
As estatuetas das Vênus neste contexto podem ser vistas pela perspectiva animista da mente primária por meio de uma mentalidade que vê o mundo como vivo e entrelaçado com a vida humana. As figuras e as visões dos seres humanos e animais na forma da arte das cavernas fornecem uma ligação forte entre seres humanos e o mundo natural. As estatuetas Paleolíticas logicamente podem se encaixar nesta visão assumindo-se que elas eram parte de uma ênfase maior na fertilidade - seja tanto  apontando ao aumento mágico dos animais, quanto a fertilidade humana
O simbolismo da Deusa tem assumido um poder eletrizante para as mulheres modernas. A redescoberta de uma antiga civilização fêmeo centrada trouxe profundo sentido de orgulho na capacidade de a mulher criar e sustentar uma cultura. Ela expôs as falsidades da história patriarcal e propiciou modelos de força e autoridade femininas.

Novamente, no mundo atual, reconhecemos a Deusa, antiga e primitiva: a primeira das deidades; padroeira da Idade da Pedra e suas caçadas e dos primeiros semeadores; sob cuja orientação os rebanhos foram domesticados, as ervas curativas logo descobertas; a partir de cuja imagem as primeiras obras de arte foram criadas; para quem as pedras foram levantadas; que era a inspiração para canções e poesia. Ela é a ponte, pela qual podemos cruzar  os abismos dentro de nós mesmos, que foram criados pelo condicionamento social, e nos colocar em contato, novamente, com os nossos potenciais perdidos. Ela é o navio, no qual navegamos nas águas do  self  profundo, explorando os mares desconhecidos dentro de nós. Ela é a porta, através da qual passamos para o futuro. Ela é o caldeirão, no qual, os que fomos puxados de um lado para outro, podemos cozinhar em fogo brando, até que sejamos novamente um todo. Ela é a passagem vaginal, através da qual renascemos.
No Livro Wicca para Todos o Claudiney diz uma frase incrível sobre como o mundo de hoje se parece com uma casa quando o homem fica no lugar da mulher que por algum motivo se ausenta, e ele cuida da casa, dos filhos e do trabalho e isso claro deixa muita coisa bagunçada e fora do Lugar, então nos filhos dos Deuses Antigos chegamos em um momento em que a mãe o matriarcado teve que se ausentar deixando o Pai do Patriarcado cuidar do mundo e ele não limpou bem a casa e também não cuidou tão bem dos filhos, ele funcionava melhor trabalhando fora e trazendo as coisas para casa sendo a imagem daquele que se você não ouvir sua mãe naquele momento quando seu pai chegar será pior, nossa vida é a vida deles, a natureza é a nossa casa, a natureza é a vida Deles.

A Deusa é a primeira em toda a terra, o mistério, a mãe que alimenta e dá toda a vida. Ela é o poder da fertilidade e geração; o útero e também a sepultura que recebe, o poder da morte. Tudo vem dela, tudo retorna para ela. Sendo terra, também é a vida vegetal; as árvores, as ervas e os grãos que sustentam a vida. Ela é o corpo e o corpo é sagrado.
Útero, seios, barriga, boca, vagina, pênis, osso e sangue; nenhuma parte do corpo é impura, nenhum aspecto dos processos vitais é maculado por qualquer conceito de pecado. Nascimento, morte e decadência, são partes igualmente sagradas do ciclo. Se estamos comendo, dormindo, fazendo amor ou eliminando excessos do corpo, estamos manifestando a deusa.
A Deusa da Terra é também o ar e o céu, a celestial Rainha do Céu, A Deusa Estelar, regente de todas as coisas sensíveis mas invisíveis: do conhecimento, da mente e da intuição. Ela é a musa, que desperta todas as criações do espírito humano. Ela é a amante cósmica, a estrela da manhã e do entardecer, Vênus que surge nos momentos de amor. Bela e irradiante, ela jamais pode ser dominada ou penetrada; a mente é conduzida cada vez mais adiante na ânsia de conhecer o desconhecido, de falar o inexprimível. Ela é a inspiração que vem no momento da introspecção.

O homem primitivo temia a ideia de renascer em outra tribo, entre estranhos, de forma que rezava e realizava ritos para se assegurar de que nasceria novamente na mesma época e no mesmo lugar que seus amados, que o conheceriam e o amariam em sua nova vida. A deusa do culto das bruxas é obviamente a Grande Mãe, a que dá a vida, o amor encarnado. Ela comanda a primavera, o prazer, a festa e todos os deleites. Mais tarde, ela foi identificada com outras deusas e tinha uma especial afinidade com a lua. E assim ainda nos sentimos quando nos despedimos de alguém que amamos e pouco depois alguém da família ou muito próximo engravida, muitas pessoas que acreditam em reencarnação já tiveram esse sentimento perante a essas coincidências e assim era nas tribos antigas, afinal as tribos eram rivais eles lutavam entre si, existiam ritos do Sagrado Feminino onde se faziam Magias Rituais antes dos homens partilhem para uma batalha ou caçada distante, em grandes festas, pois a essência do paganismo está na festa na liberdade de cultuar o sagrado com amor, sem pudor apenas com respeito ao TODO.
antigamente era costume escolher a jovem mais bonita para representar a deusa em grandes encontros. Ela era conhecida como Donzela. Era uma espécie de representação da Grande Sacerdotisa e era tratada com as maiores honras; agia freqüentemente como recepcionista para visitantes distintos mas o poder real permanecia nas mãos da verdadeira sacerdotisa, que de costume trabalhava toda a magia. Com freqüência, a Donzela era a filha da Grande Sacerdotisa e ficaria no lugar de sua mãe quando viesse o tempo; algumas vezes havia mistificação – vendo a semelhança à distância, os visitantes acreditavam que a Grande Sacerdotisa voltava a ser jovem durante os encontros.

A religião dominantemente masculina e monoteísta teve de ceder espaço para o crescente interesse sobre as religiões politeístas .Dezenas de milhares de pessoas de todos os níveis sociais estão se alinhando às Deidades associadas à Terra, ao sol e à lua, aos mares e aos ventos, por isso nessa semana mostraremos ao mundo que a Deusa ainda existe, que ela ainda é cultuada e lembraremos de nossos compromisso com Ela, com nossa fé com nossos Deuses onde a cada dia devemos fortifica-lo e não simplesmente nos afastar ou diminuir suas prioridades .


Bjs e Luz
Michelle Araujo )O( Freya Vivienne

Fonte:
A verdade sobre a bruxaria moderna – Scott C.
A bruxaria Hoje -  Gerald Gardner
A Dança Cosmica – Starhawk
Wicca Para Todos Claudiney Prieto 

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