Encontro Pagão da Baixada Santista

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Princípios da Natureza do Sagrado

Reconstrucionismo Celta
A roda do Ano
O culto Celeste/Solar e o ideal de masculinidade.

Estou literalmente copiando um texto que encontrei e achei muito bom no Blog de Reconstrucionismo Celta, faço isso porque vejo muita gente confusa com as datas do Sabbat do motivo da roda do ano possuir datas diferentes no Brasil, claro que seu trabalho deve ser feito da forma que melhor se adapta a você, porem saber o porque os tradicionais defendem a ,mudança da data é sempre bom, pois mesmo que você não faça, terá a consciência de seu motivo e dos deles.
Através desse texto também teremos algumas informações sobre Deuses que acabam sendo pouco falado.
Boa Leitura!!!

A religiosidade dos Celtas da Antiguidade era politeísta, ou seja, acreditava em vários deuses, e animista, encontrava na natureza emanações do sagrado. Perdurou numa Europa repleta de florestas selvagens, e numa sociedade rural, na qual a agricultura e pastoreio consistiam na base econômica, e ocupação predominante no cotidiano. Sendo assim, é muito natural que sua religião estivesse imiscuída da natureza e ciclo agrícola. Atendiam a um calendário que celebrava a predecessão das estações, regida pelos deuses. 
Altar em Begnères nos Alpes,
mostrando com roda e suástica
Entendiam montanhas, florestas, clareiras, lagos, rios e fontes como localidades sagradas, passagens entre o mundo mortal e o divino, fazendo destes os seus templos. Esta mentalidade se fundamente em compreender todo o mundo e a realidade como sagrados. Assim, a natureza não é só criação dos deuses, ela é os deuses. Um trovão nos céus da Gália é o deus Taranis. O rio Boine na Irlanda é a deusa Boand, assim como o rio Sena na França, é a deusa Sequana, de quem seu nome deriva. 
Taranis galo-romano.

 
Existem centenas de entes ‘sobrenaturais’, deuses e deusas catalogados tanto pela arqueologia quanto pela mitologia, a maioria tópicas, ou seja, cultuados em uma determinada região. No entanto, são todas tipicamente celtas, dentro de um padrão encontrado em todas as sociedades celtas. Este padrão celta de divindade obedece às seguintes características: Triplicidade, os deuses apresentavam 3 atributos, e muitas vezes, apresentavam-se com 3 faces, componentes de uma só personalidade. Como por exemplo Brigid (Brigantia, Bríg, Brigindu) deusa da artes/artesãos, do fogo/cuidados do lar e crianças, e, dos Bardos (sacerdotes responsáveis pela música, poesia e história). Outra característica deste padrão é a vinculação a determinadas localidades geográficas e/ou a animais. Assim como a deusa Macha, que nomeia a planície de Emain Macha, no Ulster (norte da Irlanda), e está associada ao cavalo.  
Outro aspecto da religião dos Celtas da Antiguidade era o culto aos Ancestrais, um corpo “espiritual” de entes familiares falecidos, e a quem se rendia a primeira festividade do ano, e aquela que marcava o início do calendário, o Samhain (Samain, Samonios). Acreditavam na vida após a morte num Outro-mundo acessível, como não podia deixar de ser, através da natureza, como rios e lagos. Assim como os ensinamentos dos deuses, os Ancestrais são o espelho no qual as sociedades e indivíduos desejam se projetar, guardando sua história, feitos e exemplos, honrando-os e cultuando, para que a ética e a identidade perdurem através das gerações. Para tanto, guardar a herança cultural, a história dos mortais e dos deuses, e procurar igualar-se a eles, é o objetivo almejado nesta cultura, e cerne dos caminhos Reconstrucionistas.
 
Variações da Cultura Castrexa (Galícia) de rodas, suásticas e triskles.
Podemos compreender a religião dos Celtas da Antiguidade como fundamentada no culto a 3 tipos de entes sagrados: a Natureza e seus guardiões, os Deuses e os Ancestrais. E na observação e culto das 4 festividades pan-célticas, ou seja, encontrados em todas as sociedades célticas: O já citado Samhain, Imbolc, Beltaine e Lunasa. Em determinadas localidades, são também documentadas a existência de outras festividades, como na Galícia, onde se celebrava por volta do equinócio de primavera, a deusa Navia. Quando o Recons tem estas evidências, ele acrescenta a seu calendário, que é claro, podem não existir no calendário de Recons que cultuam outros panteões célticos.


Uma vez que estas festas marcam não só o calendário do RC, mas também marcavam na Antiguidade e marcam ainda, a observação dos ciclos da natureza e seus climas, fazemos a correspondência no Hemisfério Sul para os mesmos marcos climáticos, a que as festividades estão associadas no Hemisfério Norte. Isto porque entendemos que a natureza é divina e, portanto, um meio de comunhão para com o sagrado, logo é através dela, da observação dela e de experimentar suas epifanias que podemos reconhecer a realidade sagrada. Para exemplificar, se a festividade de Lunasa (celebrada em 1 de Agosto no Hemisfério Norte) marca na Cultura Celta o auge da influência do sol sobre a terra, do verão, calor e o momento da colheita, não há sentido em comemorá-la no inverno brasileiro, unicamente para atender à data, pois o fundamental não é a data, mas as manifestações da natureza. Fazemos então a inversão da seguinte forma: Samhain, celebrada no Hemisfério Norte no correspondente a 1 de Novembro, e no Hemisfério Sul a 1 de Maio; Imbolc, HN 1 de Fevereiro, e HS 1 de Agosto; Beltaine HN 1 de Maio e HS 1 de Novembro; e, Lunasa, HN 1 de Agosto e HS 1 de Fevereiro.


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